Àsé Dúdú transforma Taguaparque em palco de ancestralidade e celebra 38 anos de história

15 02 2026 flagranteAseDuduTaguatinga15/2/2026
Em um festival que uniu música, identidade e memória histórica, o Grupo Cultural Àsé Dúdú tomou conta do Taguaparque na tarde deste domingo (15/2), celebrando 38 anos de trajetória com o tema “O Futuro é Ancestral”. A festa, aberta ao público e gratuita, reuniu famílias, artistas e foliões em uma programação que reforçou o papel cultural e político do bloco afro-brasileiro na cena carnavalesca do Distrito Federal. Desde o início da programação, ritmos como samba-reggae, ijexá, afoxé, samba afro e maracatu ecoaram pelos caminhos do parque, reafirmando a conexão do grupo com as tradições de matriz africana e sua atuação como espaço de afirmação cultural. A diversidade musical e a energia contagiante do cortejo percussivo atraíram multidões e resgataram a importância das raízes afro na formação social e artística da cidade. O evento começou com um Baile Infantil, que animou crianças com apresentações culturais, música e atividades lúdicas, incluindo equipe de recreação e distribuição de brindes. Ao longo da tarde, o público acompanhou performances da Capoeira Asé Dúdú, do Coletivo Sambadeiras de Bimba Filhas de Biloca, além da participação de representantes importantes da cultura local, como a Escola de Samba Capela Imperial e a Orquestra Popular Menino de Ceilândia. O ápice da celebração aconteceu à noite, com o show da Banda Afro Percussiva Àsé Dúdú, que liderou o cortejo pelo Taguaparque. A batida potente da bateria e a presença marcante dos tamborins embalaram o público e reforçaram o caráter festivo e identitário do bloco. Para a organização, o tema do evento, “O Futuro é Ancestral”, busca destacar a ancestralidade como um eixo fundamental da existência coletiva, homenageando aqueles que vieram antes, fortalecendo os presentes e projetando caminhos para as futuras gerações. Fundado em 6 de setembro de 1987, o Àsé Dúdú surgiu no contexto do movimento negro de Brasília como resposta à invisibilidade da população negra no carnaval da capital federal. Ao longo de quase quatro décadas de atuação ininterrupta, o bloco foi responsável por levar a primeira bateria afro à W3 Sul e consolidar Taguatinga como um polo cultural de referência no Entorno do Distrito Federal.
Foto: Internet